Vivenciando a Dança e Música como forma de Cura – 1ª Parte

Vivenciando a Dança e Música como forma de Cura – 1ª Parte

O resgate de si mesmo muitas vezes se torna uma tarefa um pouco fácil quando não encontramos algo que faça essa ponte ou esta conexão, o olhar para dentro gera conflitos, gera descobertas e também algumas dores na alma.

Venho compartilhar com vocês a minha experiência de reencontro comigo mesma através da dança e da música. Elas sempre fizeram e fazem parte da minha vida, desde pequena em especial as danças que vinham da essência de cada povo, me geravam um bem estar e uma nova descoberta. Por ser muito tímida a dança foi uma forma que encontrei de me expressar através dos movimentos e a música a condutora dessa expressão e isso segue até hoje, só que agora tenho consciência de muitas coisa que antes não tinha…

“A dança expressa o que as palavras não podem explicar é o sentimento através do movimento”. Gina Vitola

Comecei a utilizar a minha dança não só para me expressar ou aparecer e sim para me compreender melhor, para curar inseguranças, traumas, fortalecer minha autoestima e principalmente me conectar com a minha essência.

Por um bom tempo em minha vida a dança e a música foram as minhas companheiras de caminhada e resgate interno, dançava quando estava alegre, dança quando estava incomodada, dança quando estava triste, dançava quando estava desanimada, dançava para me sentir livre,  dançava quando não conseguia me compreender e esse processo me ajudava e me ajuda a desbloquear muitas coisas, a relaxar, a controlar ansiedade, a encontrar respostas e a me conectar novamente com a minha essência.

Teve um momento de minha caminhada que eu me desconectei dessa dança interior e utilizei ela somente de forma superficial, tive muitos aprendizados, vi um outro lado meu sombrio no qual muitas vezes não queremos enxergar, pois é de fato doloroso, ainda mais se olharmos como algo ruim e não como forma de crescimento e evolução, ou quando ainda não estamos preparados para encarar a nossa sombra. Mas foi através do encontro com minha sombra que pude me conhecer mais profundamente, entendi nessa experiência que a harmonia entre a nossa sombra e a nossa luz é uma busca interna e um querer também interno. Tive nesse período ajuda de muitas pessoas e de irmãos espirituais que me acolherem e me orientaram neste encontro e reencontro comigo mesma, agora de uma forma muito mais profunda e consciente.

Mas toda ajuda externa não será de fato eficaz se não chegar o momento certo e o querer do nosso Eu interior de se conhecer profundamente e enxergar sem vitimismo as nossas fraquezas e as nossas potencialidades.

Então no momento que realmente eu quis conscientemente olhar para dentro de uma forma verdadeira sem auto sabotagem ou vitimismo, consegui novamente me reconectar com minha essência, com a dança e a música, agora de uma forma muito mais madura e especial, de uma forma transcendental.

A dança que vem da alma, a dança que vem da sua essência e da sua conexão consigo mesma e com algo maior… SIM esta dança nos alimenta de bons sentimentos, de boas sensações, de boas vibrações, nos liberta…

E a música? Essa é uma das formas de conexão e condutora poderosa, com a música podemos viajar, imaginar, conectar com outros povos, com várias culturas e se sentir parte do todo, a vibração da musicalidade e dos instrumentos podem nos elevar a alma ou nos deixar em depressão, dependendo  com o que os nossos pensamentos e as nossas emoções estão conectadas e a conexão somos nós que escolhemos através dos nossos pensamentos, dos nossos atos e atitudes e principalmente do nosso papel de consciência de quem somos e qual o caminho a trilhar.

Existem vária formas e caminhos de se chegar ao encontro consigo mesmo, tanto a música como a dança são algumas dessas formas que podemos utilizar para trilharmos esse caminho da reconexão com o nosso Eu interior.

A dança quando não é executada somente para alimentar o ego (no sentido negativo) pode abrir caminhos verdadeiros para aceitação do corpo físico, do corpo emocional, do corpo metal e do corpo espiritual e também trabalhar a nível energético os nossos campos de força (chakras), ajudando a harmonizar, desbloquear energias condensadas que muitas vezes se fixam nos chakras com a finalidade de enfraquece-lós ou desorganiza-lós.

Através de movimentos da dança (dança do ventre, dança cigana, dança ritualística, dançaterapia etc.) agregados a vibração de diversos estilos musicais podemos iniciar uma jornada de autoconhecimento e de cura  que pode nos proporcionar uma caminho mais saudável de viver a vida!!!!!

Na segunda parte abordaremos o trabalho vibracional da música, o desbloqueios dos chakras através dos movimentos corporais.

Por Gina Vitola

Graduada em Educação Física pela ULBRA/RS é facilitadora, bailarina, terapeuta holística e proprietária do Espaço de Danças e Terapias Holísticas Gina Vitola em Porto Alegre/RS. Desenvolve desde 1997 um trabalho de pesquisa e estudos direcionados as danças étnicas e suas variações. Através da dança, da música e da consciência corporal, emocional, mental e espiritual entramos em contato com a esfera de cada povo, e através desta percepção nos conectamos com o nosso Eu Interior, facilitando o processo do resgate do feminino e a busca do autoconhecimento.

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