Espiritualidade de Macho – Temos Vagas para Príncipe encantado.

Espiritualidade de Macho – Temos Vagas para Príncipe encantado.

Um tema óbvio quando homens se encontram são as mulheres. Ao contrário do que muitas imaginam, homens tem inseguranças e paixões tão intensas quanto qualquer mulher e gostariam muito de poder falar sobre elas, mas em algum lugar de suas adolescências são condicionados a manter isso debaixo do tapete.

Preferencialmente, que pensem nelas como objetos para nprincipe1ão sofrerem ou encararem algo mais profundo do que um tesão passageiro.

Óbvio, isso traz consequências terríveis para a velhice masculina.

Devo admitir que não era este meu assunto para a segunda coluna sobre sagrado masculino e um ano atrás, eu nem era maduro o bastante para encará-lo. Pretendia abordar a origem das diferenças de visão e percepção dos sexos (logo, logo…). Mas foi em um estalo que me surgiu a ideia quando uma amiga disse, categoricamente e sem meias palavras: “Quero príncipe encantado sim! Que seja atencioso, polido, cavalheiresco e com sentimentos”.

E ela está certa, amigo. Quando um tapado pergunta, no primeiro encontro, se vai rolar sexo ou não no final da noite, é um sintoma de que está na hora de parar com essa de nivelar por baixo.

Mulheres, queiram sim um príncipe encantado. Camarada que lê, seja um.

Não estou, é claro, dizendo que devemos almejar uma perfeição a primeira vista. Mas que os comportamentos exigem uma certa postura. Uma postura de homem, não de moleque que quer um brinquedo novo e não sabe pedir com educação. O homem conquista respeito e admiração, desperta vontade, não pede e depois chora, birrento, por não ter conseguido. Se ouve não, entende o que isso significa, e pode tomar outra abordagem mais educada ou tira seu time de campo. Não acusa a mulher de ter colocado-o na zona de amizade.

O elemento essencial nisto é o arquétipo do príncipe. Um príncipe é alguém que foi preparado a vida toda para ser um rei, com responsabilidades sobre seus súditos, sua Terra e sua imagem. Um chefe de estado. Um príncipe de desenho animado não mostra isso, pois seus diretores esquecem-se de que, quando os contos de fada foram escritos, qualquer um sabia o real significado do que é ser um herdeiro da coroa.principe3

A parte que aparece de “vencer o mal/matar o dragão/conquistar a mocinha” é igualmente subestimada por muitos: o príncipe tem aí a incumbência de trazer o novo para o reino, matando o mal que o assolava e tomando o lugar do pai ultrapassado, e se unindo ao poder feminino para criar a soberania sobre o Reino.

Portanto, aquele adolescente de cinquenta anos, tentando parecer que tem trinta, procurando moças dprincipe2e vinte e com mentalidade de quinze anos não é um príncipe encantado. É um barão feudal qualquer, jogado em um trono secundário, esmolando atenção de quem é maior do que ele. O rapaz que se mata de estudar pois deseja pagar as próprias contas logo está mais perto de ser rei, o rei de sua própria vida e maturidade.

Quando pensar no que quer ser, pense: você deve se preparar para ser um rei, deve agir com a respeitabilidade, diplomacia e maturidade de um futuro governante. Deve ter conhecimento, educação formal, leituras em dia e lutar pelas causas de todos do reino que é a sua vida. Podem exigir príncipes encantados, mulheres. Os homens que se esforcem para o serem.

Biólogo, ator, arqueiro, escritor em treinamento e especialista em comportamento animal, ecologia e saúde pública. Estudioso de mitologia comparada, história, culturas tradicionais e antropologia. Busca desenvolver novas ideias e abordagens destes assuntos e suas relações com o viver, e alcançar um entendimento do sagrado masculino.

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