Espiritualidade de Macho – Introdução

Espiritualidade de macho – Introdução

Vá a um lugar onde se fala de espiritualidade, como uma loja esotérica, um centro espírita, um espaço de vivências. Ou a uma sala de aula de um curso de humanas ou biológicas. Ainda, pode ir a um centro de voluntariado, uma casa de apoio, um hospital.

São lugares onde encontramos mais mulheres dedicadas aos trabalhos ali realizados. Já foi dito que toda mulher é telúrica, e é verdade. Algo vem no pacote de feminilidade, seja em uma pessoa com cromossomos XX ou XY, que faz entender, viver e procurar uma forma de ser mais profundamente interiorizada e colaborativa.11009035_963645100326706_1859087242_n

Toda mulher tem um apreço diferente pelo misterioso, pelo intangível. Conhecem simpatias, sentem o imaterial, vivenciam e veem coisas que nós homens jamais sonharemos.

Todo homem, ao dar mergulhos dentro de seu eu e/ou procurar uma verdade que não é lógica e sim espiritual, sente que está cem passos atrás de qualquer mulher. Religiões organizadas são invenções de homens para racionalizar a experiência mística e, no fim, afastam a maioria do cerne da questão, pois toda forma de organizar a sensação de tocar o divino acaba apagando as particularidades essenciais para o indivíduo viver o mágico.

O que acontece?

O sexo masculino deve admitir, especialmente em tempos de vida urbana ocidental, que toda a sua visão foi guiada para fora do centro espiritual do viver. Dizem ser (percebam os preconceitos) coisa de mulher, de desocupado, de quem não tem coisa mais importante a fazer. Admitindo isso, pode come11033401_963645766993306_14060513_oçar a voltar para o centro, deixar para trás a doutrinação que ouviu a vida toda e começar a ser dono de seu próprio nariz.

Ser dono do próprio nariz? Sim, este é o principal problema espiritual do homem hoje em dia. Foi criado para ser covarde, ser obediente a imposições, a viver uma vida com uma escala de alfa até ômega, sem que ninguém saiba quem é o alfa desta matilha. E pior, sem lembrar-se de que deveria deixar a matilha e uivar a sua própria alcatéia.

Nas próximas semanas, vamos abordar mais sobre o que é, como se diferencia, como pode evoluir e deixar de ser objeto – ser sujeito de seu próprio caminho.

Basta ter coragem.

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Biólogo, ator, arqueiro, escritor em treinamento e especialista em comportamento animal, ecologia e saúde pública. Estudioso de mitologia comparada, história, culturas tradicionais e antropologia. Busca desenvolver novas ideias e abordagens destes assuntos e suas relações com o viver, e alcançar um entendimento do sagrado masculino.

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